A admiração pelo mundo do vinho vem crescendo ao longo dos últimos anos, seguindo a expansão produtiva e mercadológica do segmento pelo planeta.

Esse cenário favorável possibilitou a substancial ascensão de um setor de lazer relativamente pequeno até poucas décadas atrás: o enoturismo.

Os atrativos que o campo temático do vinho traz para o turismo são inúmeros: as belas paisagens dos vinhedos, a arquitetura clássica e a historicidade das vinícolas se aliam ao extenso universo cultural que envolve o cultivo da uva e todo o procedimento de elaboração de uma garrafa de vinho, para servir de prato cheio a viajantes de todo o mundo.

O conceito de enoturismo se destaca pela diferenciação entre quem o procura e um turista convencional.

O enfoque dessa variedade de viagem está na visitação de localizações produtoras, e no aprendizado sobre o vinho e o meio que o envolve.

Nesse ambiente particular, o contato com os donos ou representates de vinícolas, assim como com todos aqueles que integram a produção vínica, é fundamental para um aproveitamento mais profundo do que este cenário tem a oferecer.
Renato Frascino, consultor enogastronômico e personal wine consultant, aponta que o crescimento do interesse por essas viagens é recente, e tende a aumentar.

“Cada dia mais o marketing de incentivo para as empresas e os mercados do enoturismo se desenvolve; o mundo está descobrindo a magia do vinho, esse prazer inigualável”, exalta.

As regiões mais procuradas por esses apreciadores do vinho são as tradicionais nações européias, características por sua produção centenária, França, Itália e Portugal, assim como os países vinicultores do chamado Novo Mundo, como Austrália, África do Sul, Argentina, Chile e Estados Unidos.

Todos esses locais contam com infra-estrutura bem desenvolvida para receber seus visitantes. As épocas preferidas para a visitação são unânimes: o enoturismo ganha seu real contorno no período das colheitas, onde se acompanha todo o procedimento da retirada das uvas e da preparação do vinho.

Algumas vinícolas até possibilitam a participação de visitantes nesse processo. As colheitas coincidem com os meses de setembro, outubro e novembro no hemisfério norte, e de janeiro, fevereiro e março no hemisfério sul. Outro período menos visado, porém com alguma circulação turística é o das entresafras, onde se pode observar bem o cultivo das videiras, com uma tranquilidade inexistente na época da vindima.

Fonte: Vinho Magazine.