Olá amigos!

Cada vez mais temos visto por aí diversas informações sobre apreciação e consumo do vinho. A novela é longa e apresenta muitos personagens. Entre eles temos o “enochato” , o enólogo, o enófilo e o tal do sommelier.

Mas quem é esta figura? De cara, dentro do restaurante, o sommelier parece mais um daqueles funcionários que, como o maitre, estão ali para nos intimidar. Temos a impressão que ele nos olha do fio do cabelo ao bico dos sapatos. Sempre com um meio-sorriso, gestos amplos, aquela fleuma e, o mais importante, o olhar. Sabe aquele olhar onde parece que a pessoa olha além de você? Te avaliando?

Não nos preocupemos com isso. Faz parte do pacote. Se o cara aparecesse com toalha no ombro e palito na boca é que seria o problema. Esta é a visão da superfície. À segunda vista, o que se revela é um profissional do vinho que está ali à nossa disposição. Ele é, ou deveria ser, o responsável pela escolha, compra, guarda, harmonização e serviço do vinho dentro do restaurante. Juntamente com o chef de cozinha, ele avalia os pratos do cardápio e sugere as harmonizações ou combinações entre o vinho e a comida. Também deve estar atento a todos os passos do serviço do vinho: guarda, manutenção em temperaturas adequadas, escolha das taças, apresentação, abertura da garrafa e oferecimento aos clientes.

Os bons restaurantes (vários aqui em Goiânia) trabalham com este profissional. Quando num destes estabelecimentos, não devemos nos intimidar diante do sommelier, em nenhuma situação. Se a pessoa tiver algum conhecimento sobre vinhos e conhecer um ou mais dos rótulos oferecidos pela casa , pode-se fazer a escolha do vinho que melhor lhe aprouver. O bom profissional, em caso de discordância da escolha do cliente, poderá sugerir, gentilmente, outra alternativa. Contudo, se o cliente nada entende do assunto, ou se sente intimidado em fazer uma escolha, deve-se solicitar uma indicação do sommelier, relatando seus gostos pessoais, o que deseja comer, e muitíssimo importante, até quanto deseja gastar com a bebida. Sem medo de errar.

Nosso compromisso deve ser com o os momentos de prazer que um bom restaurante pode nos proporcionar. Se pudermos contar com um bom sommelier, melhor ainda.

Obs.: Existe por aí o tipo perigoso: sommelier/ “enochato” . Aí não tem solução. É melhor procurar o cara da toalha no ombro.

Até!