Goiás investe na vitivinicultura

Em Goiás, também é possível degustar uva direto da parreira, conhecer adegas e apreciar a bebida de Baco. Paraúna, Santa Helena e Alto Paraíso são cidades produtoras.
Goiânia/GO
Degustar boa bebida já foi coisa de rico. Hoje, segundo o especialista em bebidas extraídas da uva Hugo Cristian Ramirez Flores, 35, qualquer pessoa pode apreciar um bom vinho. Com este pensamento e aliado ao crescente interesse dos goianos pelos aromas da fruta, a Associação Brasileira de Sommelier em Goiás (ABS-Goiás) organiza roteiro diferenciado no Brasil e no exterior. Os que querem mergulhar no universo da uva têm grande oportunidade de saber mais sobre o crescente potencial enoturístico goiano. Iniciantes e veteranos do ramo têm oportunidades de aprender pessoalmente sobre a enologia, ciência que estuda os vinhos, em Paraúna (a 155 km de Goiânia), que oferece visitas às suas videiras, acompanhados por especialistas sem cobrança de taxa.

Enoturismo? Que é isto? O resultado da soma uva, vinho, gastronomia e turismo seria a resposta mais adequada. São afirmações do presidente da ABS-Goiás, Raimundo Fortuno Gomes, 49. Ele afirma que o Estado produz pouco, cidades como Santa Helena, Paraúna e Alto Paraíso são os destaques. “Acredito que no máximo em cinco anos poderemos oferecer um roteiro bastante interessante aqui em Goiás”, conta.

Para o sommelier chileno Hugo Ramirez, da Adega Santa Felicidade, a prática do enoturismo é tradição forte no sul do Brasil, mas, apesar de os goianos consumirem pouco, esta atividade tem crescido em Goiás. Ele conta sobre visitas feitas à adega e sobre minicursos oferecidos. “O cliente que chega na loja não compra de imediato nossos produtos, porque ofereço o minicurso”. Segundo ele, o enólogo principiante visita de duas a três vezes a distribuidora, degusta os sabores diferenciados de cada vinho, aprende mais sobre a uva e suas propriedades medicinais para então fazer a compra. “É simples abrir uma garrafa e identificar-se com o sabor de determinado vinho”, acredita.

Em relação às viagens enológicas e vinícolas, Raimundo Fortunato diz que Goiás ainda engatinha, comparado ao Rio Grande do Sul, o principal produtor nacional. “Aquele que dispõe de mais tempo tem opções como Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul. Mas se a intenção é ir para mais longe, então, nossos vizinhos estrangeiros, Argentina e Chile, grandes produtores mundiais, reservam roteiros encantadores. Locais onde estamos fechando roteiro para 2007”.

Em Paraúna, na Fazenda Caracol, o prefeito Sebastião Ferro já está um passo à frente. Diversos apreciadores vão ao vinhedo e aproveitam para saber mais detalhes sobre técnicas de colheita. “O visitante poderá, além de degustar excelentes sabores de vinho, participar da colheita de uvas”, afirma.

A grande vantagem em visitar as “uvas de Paraúna” é que a entrada é gratuita com direito a provar das oito espécies plantadas. De acordo com o prefeito, a Vinícola Serra das Galés, em construção, que fica totalmente pronta em fevereiro de 2007, será aberta ao público, acompanhada por um enólogo, que orienta sobre particularidades e delicadezas do processo de produção, desde o cultivo das videiras até o engarrafamento. A ONG Guerreiros da Natureza/Colégio COC, direcionada por Antonio Carlos Volpone, esteve na fazenda e garante que as plantações seguem todas as especificações e normas técnicas exigidas por lei. Os integrantes do grupo, além de provar do sabor da uva, verificaram as condições ambientais do local.

Parte dos roteiros inclui aulas sobre como armazenar garrafas e servir a bebida. Para os mais “fanáticos” são oferecidas dicas de construção de adega em casa, combinação de vinhos com queijos e refeições.

O DM selecionou alguns sites que ajudam na iniciação ao universo dos vinhos. Assim, antes de se dedicar ao enoturismo, os amantes da bebida podem saber mais sobre os diferentes nomes de uvas, avaliações e vinhos premiados. Dicas que fazem toda a diferença no momento da degustação.

Sites
Associação Brasileira de Sommelier de Goiás
www.abs-goias.com.br

Associação Brasileira de Enologia
www.enologia.org.br

Associação Gaúcha dos Vinicultores
www.agavi.com.br

Instituto Brasileiro do Vinho
www.ibravin.org.br

Embrapa Uva e Vinho
www.cnpuv.embrapa.br

Onde encontrar
Adega Santa Felicidade (62) 3259-1643
Adega Expand (62) 3091-3303
Empório Piquiras (62) 3515-0600
Casa Ouro (62) 3259-1955
Casa de Baco (62) 3259-2108
Adega Santa Felicidade (62) 3259-1643

Cidades produtoras
Distâncias de Goiânia:
Santa Helena 205 km
Alto Paraíso 421 km
Paraúna 155 km

Para se obter o whisky são necessárias várias etapas: maltagem, moagem, maceração, fermentação, destilação e envelhecimento.

Maltagem:

A cevada é mergulhada em água fria de 48 a 60 horas. O grão estufa e na seqüência é espalhado em finas camadas por uma superfície plana. Remexe-se o cereal continuamente, homogeneizando a temperatura dos que ficam embaixo com os de cima.

Quando os brotos do malte começam a crescer, sabe-se que os níveis de açúcar contidos no cereal estão no ponto certo. Nesse momento é preciso secá-lo antes que cresça mais. Nesse estágio, o cereal é denominado de malte verde.

O cereal é secado no forno com o vapor quente originado do fogo provocado na parte inferior. A turfa é acrescentada a esse fogo, agregando um sabor defumado ao malte.

Moagem:

Para extrair a maior quantidade de substâncias fermentáveis dos cereais, os grãos são esmagados utilizando-se martelos hidráulicos ou moendas rolantes. Quanto mais fina for a farinha obtida, mais álcool se obterá.

Maceração:

A farinha é colocada em infusão na água quente, operação que libera o açúcar da cevada e forma um líquido denominado mosto. O processo é realizado em um grande destilador circular de aço inoxidável.

Nas destilarias de malte, o líquido obtido escorre pelas estreitas fendas do tonel de trituração, fazendo a separação do mosto e dos sólidos. O mosto vai para a fermentação e os sólidos são retirados e usados como ração de gado.

Fermentação:

É a fase em que se acrescenta lêvedo ao mosto, que está mantido a uma temperatura de cerca de 70ºC, em grandes recipientes de madeira ou aço inoxidável. O lêvedo começa a fermentar e a mistura libera gás carbônico e espuma.

Para que a espuma não transborde, as destilarias usam tampas e uma pá rotativa. O açúcar é transformado em álcool que, em um período de 40 a 72 horas, produz uma bebida fermentada doce, quente e turfosa, com um grau alcoólico entre 8 e 9%.

Destilação:

Através de tubos, a bebida fermentada vai para os alambiques para passar por duas destilações. O destilado, chamado de vinho baixo, possui cerca de 20% de álcool e está pronto para o segundo alambique.

O alambique de segunda destilação é menor. As várias formas de alambique determinam a composição e o sabor final do destilado. Aplica-se calor no alambique de segunda destilação e os vinhos baixos fervem, condensando e recolhendo os vapores.

Não se aproveita toda a porção destilada. Somente a parte do meio é encaminhada para o recebedor de bebidas. Nesse momento o destilado chega a ter 68% de álcool e ao final da destilação esse nível vai diminuindo. As partes voltam para a lavagem seguinte até atingirem o ponto ideal.

A bebida que resulta da segunda destilação é totalmente incolor. É acrescentada mais água pura até chegar a 63,5% de álcool. O destilado está ponto para o envelhecimento em tonéis de carvalho, onde adquirirá cor e sabor característicos.

processo de producao de whiskyEnvelhecimento:

Pelo longo tempo que o whisky fica envelhecendo nos barris, a bebida absorve o ar e perde algum volume e força. Para os escoceses, essa perda, cerca de 2% do conteúdo dos barris, representa a parte destinada ao felizardo “anjo”.

Fatores Naturais para a produção de Whisky

Os deuses da natureza colocaram cinco importantes atributos, com muito carinho, nas regiões da Escócia: água, cevada, clima, turfa e urze. E esses cinco atributos é que fazem do Scotch Whisky uma dádiva exclusiva desse país.

fatores naturais da escocia para a producao de whisky Água:

Sem água não haveria Whisky. É o único elemento não-negociável. E na Escócia existem mais de 100 mil fontes de água puríssima e límpida, todas ideais para a fabricação do whisky.

As melhores destilarias estão situadas em regiões onde a incidência de chuvas é acentuada. Os destiladores aprenderam a reverenciar a chuva. Afinal, ela é o ponto de partida para a produção do whisky.

As águas que gozam de maior prestígio na Escócia são as que se encontram na Ilha de Islay. Essas águas percorrem longas extensões de turfa pantanosa que, impregnadas desse elemento, se tornam especiais para a fabricação de whisky.

fatores naturais da escócia para a produção de whiskyCevada:

Os antigos egípcios já utilizavam a cevada na fabricação da cerveja, mas existem histórias de que esse cereal já era cultivado pelo homem entre 5 e 10 mil anos atrás.

Clima:

A Escócia tem as condições climáticas ideais para a produção de whisky. A temperatura e a umidade provenientes das chuvas colaboram para seu envelhecimento.

melhores fatores para o scotch whiskyTurfa:

Há milhões de anos, nas terras onde hoje é a Escócia, existia uma grande floresta densa. Com o tempo, as árvores, arbustos e flores dessa floresta foram se decompondo, o que fez surgir um material orgânico chamado turfa.

A turfa é inflamável e seu fogo produz poucas labaredas e muita fumaça. Utilizada no processo de secagem do malte, essa fumaça se impregna na cevada e dá um sabor característico de defumado.

Urze:

Típicas dos campos montanhosos da Escócia, as urzes, conhecidas também como Heather, são pequenos arbustos com florzinhas coloridas e perfumadas. A água da chuva escorre pelas urzes, se impregna de perfume e escorre sobre a turfa, proporcionando aromas e sabores muito especiais.

Fonte: Clã do Whisky.